Bonequinha de Luxo





(Breakfast at Tiffany's)
EUA, 1961
De Blake Edwards. Com Audrey Hepburn, George Peppard, Mickey Rooney

"Eu não ligo para jóias. A não ser diamantes, claro." Holly Golightly

Imagine esse filme sem Audrey Hepburn? Não seria nada, mas graças à ela, é cultuadíssimo, não sem razão.

(Vou abrir um imenso parêntese aqui: Parem de me xingar.Vamos ser tolerantes. Mudei o início do texto que dizia que o filme seria chato. Mas graças a Audrey Hepburn não é. Verdade que me ameaçaram de morte. Sério. Muitos comentários agredindo. Que eu era isso e aquilo. Gente, é só um fil-me. Me deixem.)

Na verdade, os protagonistas são Audrey e Givenchy.

A atriz se tornou símbolo da mulher de classe. O sobretudo cor de abóbora, os brincos, os óculos escuros, calças cigarette, coque banana com balayage, lenços amarrados no queixo, as luvas, pérolas, chapéus e, claro, o pretinho básico, fizeram de Audrey a modelo perfeita do estilista, seu ideal feminino. Só isso. O roteiro é bobíssimo e os diálogos também.

Uma garota de programa que acaba se envolvendo num escândalo com drogas. Você pode acreditar que Audrey esteja metida nisso? Mas a censura da época fazia com que tudo fosse muito sutil e lençóis amarrotados numa cama de casal faziam de um pingo uma letra. A atriz fuma o tempo inteiro, às vezes com sua enorme piteira; era glamuroso fumar. Uma coisa boa é Moon River de Henry Mancini, Oscar de melhor canção original, que ela canta (de verdade) sentada na janela tocando violão (de mentira).

A história: Holly Golightly, uma "garota de programa", louca pela joalheria Tiffany, quer se casar e $e dar bem. Um escritor inseguro e bonitão é sustentado por mulheres casadas em troca de vocês sabem o quê. Quando ele vai morar no mesmo prédio que ela, os dois fazem amizade, que logo se transforma em quase-amor. O que não impede que ela fique de olho num milionário brasileiro com quem deseja ir para o altar.

Os momentos legais são: a atriz falando português; trocando de roupa dentro do táxi; quando ela chora na cama, depois de destruir a casa, e flocos do travesseiro caem sobre ela como neve. E o beijo na chuva, claro. Audrey considerava a cena em que joga seu gato laranja no meio da rua a mais difícil que fez no cinema.

Givenchy

Quando foi anunciado que a senhorita Hepburn gostaria de vê-lo, o costureiro francês achou que se tratava de Katherine. Daí aquela magrelinha entrou no seu ateliê e ele não tinha a menor noção de quem se tratava. Ela explicou que gostaria de usar suas roupas em Sabrina, de Billy Wilder, e ele não deu a mínima, dizendo que não tinha tempo e estava se dedicando exclusivamente à sua nova coleção. Que, se quisesse, ela poderia escolher uns modelinhos já prontos. Audrey aceitou. O filme de Billy Wilder acabou ganhando o Oscar de melhor figurino, premiando Edith Head, por questões de contrato. A figurinista não deu crédito ao vestido de baile criado pelo estilista francês, e por isso, Audrey exigiu que apenas Givenchy escolhesse suas roupas dali por diante.

No livro de Truman Capote, Holly é bissexual, e o personagem vivido por George Peppard é gay. E não terminam juntos.



Comidinha para acompanhar:

Compre queijo roquefort e amasse bem, com muitas nozes picadinhas. Faça torradas de pão preto e coloque uma rodela de ovo cozido sobre a pasta, em cada uma delas.

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Um comentário:

Chris, mãe da Cecília disse...

Oooooooooon, eu adoro este filme!
90% de meu amor por ele tem a ver com a Audrey, lógico!

Abraços