De Olhos bem Fechados




(Eyes Wide Shut)
EUA/ Reino Unido, 1999. De Stanley Kubrick. Com Nicole Kidman e Tom Cruise.

"Nenhum sonho é apenas um sonho." - Bill


Tom Cruise é Bill, um médico bem-sucedido, e Nicole Kidman é Alice, artista plástica. Os dois têm um casamento dentro dos padrões convencionais, até o momento em que, depois de fumarem um baseado, Alice conta que no passado se sentiu atraída por um oficial da Marinha que conheceu num hotel, quando o casal estava viajando. Revela também que o desejo que ela sentiu fez com que pensasse em abandonar tudo - o marido, a filha - para ficar com ele. A revelação faz com que Bill fique transtornado e saia por Nova York - que nunca esteve tão linda e, pasme, foi feita em estúdio - sem lenço e sem documento e acabe se metendo numa sinistra orgia - a parte mais sem graça do filme, por sinal. Cafona.

"O casamento faz da mentira uma necessidade."


Kubrick queria um casal de atores casados na vida real e chegou a pensar em Kim Basinger e Alec Baldwin. Também queria Harrison Ford e obviamente por isso o personagem principal se chama Harford. Harvey Keitel abandonou o filme na metade, talvez pelo método exaustivo de Kubrick, que chegou a rodar 100 takes de uma mesma cena.

O genial cineasta nova-iorquino, equivocadamente considerado inglês, fez questão de filmar ele mesmo as cenas de sexo entre Nicole e Tom, retirando toda a equipe do set.
Sydney Pollack substituiu Keitel. Kubrick morreu logo após o término do filme. Gosto da cena final. De Olhos Bem Fechados parece não ter meio-termo, ou você adora ou odeia.

Comidinha Salada Caprese

Corte 2 berinjelas e 2 abobrinhas em fatias de 1 cm. Também separe 4 tomates com pele. Lembre-se que a Meryl Streep ensinou que os tomates devem ser bem lavados com sabão de coco para tirar o agrotóxico. Unte um tabuleiro com azeite e coloque os ingredientes juntos para assar. Não deixe tostar. pepois de esfriar um pouquinho, coloque em um prato, intercalando as abobrinhas etc. em várias camadas, de dentro para fora. Inclua na espiral bolas de queijo de mussareIa de búfala. Tempere com sal, pimenta moída na hora e um "excelente azeite. Use folhas de manjericão fresco para enfeitar.

.

King Kong


Cenas que eu adoro.


.

.

Oscar





















Editado do Youtube.
.

Beleza Americana




Beleza Americana (American Beauty)
EUA, 1999, de Sam Mendes. Produzido por Steven Spilberg. Com Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari, Peter Gallagher e Chris Cooper. Cinco Oscars, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator. Três Globos de Ouro: filme, diretor e roteiro original.



"Nunca é muito tarde para voltar atrás" - Lester



.... Olhe bem de perto ....



Beleza americana é o nome de uma rosa cultivada nos Estados Unidos, sem espinhos e sem perfume, e está presente nos jardins, no centro da mesa e nos delírios de Lester, vivido por Kevin Spacey, espetacular. Lester é um homem que abriu mão dos seus desejos para viver uma vida medíocre ao lado de sua mulher Carlyn, Annette Bening, uma tirana enlouquecida que se esforça para manter a fachada de um casamento feliz. Jane é a filha adolescente típica, ignorada pelos pais. Na casa vizinha mora um rapaz apaixonado pela garota, que a filma o tempo todo, vende drogas e está acostumado a viver de aparências para não desagradar o pai, um nazista. No meio de tudo isso, surge a desinibida Angela, colega de escola de Jane, que começa a arrastar uma asa para o pai da amiga. A obsessão pela menina faz com que Lester jogue tudo pro alto, emprego, sua vida certinha, a submissão à mulher. Mais um filme sobre a incapacida de comunicação, mais uma vez o sonho americano é desmascarado. Beleza Americana é um daqueles filmes que vão contra o sistema estabelecido e são premiados com o Oscar, para mostrar o quanto a Academia pode ser liberal. Gosto demais desse filme.

O IMDB me contou: Primeiro filme de Sam Mendes, diretor de teatro, autor de uma peça de muito sucesso, The Blue Room, com Nicole Kidman. Por isso nos créditos finais ele brinca, agradecendo a Dr. Bill e Alice, os personagens vividos por Tom Cruise e Nicole Kidman em De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick. Na edição, o diretor cortou cinco minutos de filme, mudando inteiramente o final da história.

O diretor queria Tom Hanks para o papel de Lester. Jeff Daniels também foi lembrado. Sam Mendes é casado com a atriz Kate Winslet.

.

Bonequinha de Luxo





(Breakfast at Tiffany's)
EUA, 1961
De Blake Edwards. Com Audrey Hepburn, George Peppard, Mickey Rooney

"Eu não ligo para jóias. A não ser diamantes, claro." Holly Golightly

Imagine esse filme sem Audrey Hepburn? Não seria nada, mas graças à ela, é cultuadíssimo, não sem razão.

(Vou abrir um imenso parêntese aqui: Parem de me xingar.Vamos ser tolerantes. Mudei o início do texto que dizia que o filme seria chato. Mas graças a Audrey Hepburn não é. Verdade que me ameaçaram de morte. Sério. Muitos comentários agredindo. Que eu era isso e aquilo. Gente, é só um fil-me. Me deixem.)

Na verdade, os protagonistas são Audrey e Givenchy.

A atriz se tornou símbolo da mulher de classe. O sobretudo cor de abóbora, os brincos, os óculos escuros, calças cigarette, coque banana com balayage, lenços amarrados no queixo, as luvas, pérolas, chapéus e, claro, o pretinho básico, fizeram de Audrey a modelo perfeita do estilista, seu ideal feminino. Só isso. O roteiro é bobíssimo e os diálogos também.

Uma garota de programa que acaba se envolvendo num escândalo com drogas. Você pode acreditar que Audrey esteja metida nisso? Mas a censura da época fazia com que tudo fosse muito sutil e lençóis amarrotados numa cama de casal faziam de um pingo uma letra. A atriz fuma o tempo inteiro, às vezes com sua enorme piteira; era glamuroso fumar. Uma coisa boa é Moon River de Henry Mancini, Oscar de melhor canção original, que ela canta (de verdade) sentada na janela tocando violão (de mentira).

A história: Holly Golightly, uma "garota de programa", louca pela joalheria Tiffany, quer se casar e $e dar bem. Um escritor inseguro e bonitão é sustentado por mulheres casadas em troca de vocês sabem o quê. Quando ele vai morar no mesmo prédio que ela, os dois fazem amizade, que logo se transforma em quase-amor. O que não impede que ela fique de olho num milionário brasileiro com quem deseja ir para o altar.

Os momentos legais são: a atriz falando português; trocando de roupa dentro do táxi; quando ela chora na cama, depois de destruir a casa, e flocos do travesseiro caem sobre ela como neve. E o beijo na chuva, claro. Audrey considerava a cena em que joga seu gato laranja no meio da rua a mais difícil que fez no cinema.

Givenchy

Quando foi anunciado que a senhorita Hepburn gostaria de vê-lo, o costureiro francês achou que se tratava de Katherine. Daí aquela magrelinha entrou no seu ateliê e ele não tinha a menor noção de quem se tratava. Ela explicou que gostaria de usar suas roupas em Sabrina, de Billy Wilder, e ele não deu a mínima, dizendo que não tinha tempo e estava se dedicando exclusivamente à sua nova coleção. Que, se quisesse, ela poderia escolher uns modelinhos já prontos. Audrey aceitou. O filme de Billy Wilder acabou ganhando o Oscar de melhor figurino, premiando Edith Head, por questões de contrato. A figurinista não deu crédito ao vestido de baile criado pelo estilista francês, e por isso, Audrey exigiu que apenas Givenchy escolhesse suas roupas dali por diante.

No livro de Truman Capote, Holly é bissexual, e o personagem vivido por George Peppard é gay. E não terminam juntos.



Comidinha para acompanhar:

Compre queijo roquefort e amasse bem, com muitas nozes picadinhas. Faça torradas de pão preto e coloque uma rodela de ovo cozido sobre a pasta, em cada uma delas.

.

O Amor não tira Férias





(The Holliday)
EUA 2006 Direção e roteiro de Nancy Meyers. Com Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law, Jack Black, Eli Wallach, Rufus Sewell e Edward Burns


Em primeiro lugar é bom lembrar que, conforme fica claríssimo no título, "O Amor não tira férias" é um filme de en-tre-te-ni-men-to. Cinema também é a melhor diversão, e quando bem feitas, as comédias românticas são deliciosas. Coloque um moleton, faça pipocas e relaxe.

(Li uma crítica que detona o filme, como se sua pretensão não fosse apenas divertir e iludir. Ora, cinema é a melhor ilusão.)

Nunca pego filmes chick flick, de mulherzinha, são tão sofríveis, a maioria muito ruim, mas fui atraída pelo elogio na caixinha, feito por um crítico da Folha de S. Paulo. Dizia alguma coisa como "encantador", o que de fato o filme é.

Tem mais de duas horas de duração, mas não posso dizer se achei cansativo, porque assisti metade, dei pause, e continuei depois. Sou coração de manteiga, pensei: "Não vou dar conta" e dividi o filme em duas partes. Chorei de-mais.

Sinopse: Amanda (Cameron Diaz - a crítica detonou a interpretação dela; achei uma graça) mora numa mansão em Los Angeles e tem uma produtora de trailers para cinema. Iris (Kate Winslet - uma das 3 melhores atrizes do cinema hoje) vive em uma casinha perto de Londres e escreve uma coluna sobre casamento no jornal Daily Telegraph. Ambas acabam de terminar seus relacionamentos e querem fugir das festas de Natal. Navegando na internet, Amanda descobre um intercâmbio de casas e as duas fecham negócio.

Claro que Iris dá pulos na cama sofisticada de Amanda, como Tom Hanks em "Quero ser grande", e Amanda acha tudo muito desconfortável na minúscula casa isolada de tudo. Resolve desistir, mas a campainha toca e é Jude Law. Daí já viu.

Enquanto escrevia, a roteirista e diretora Nancy Meyers - de "Alguém tem que ceder" e o bobão "Do que as mulheres gostam" - pensou em Hugh Grant para fazer o personagem inglês. Hugh Grant mora no nosso coração de pijaminha, mas Jude Law está perfeito: é lindo. Seu tipo só existe no cinema, um dos seus defeitos é chorar. Imagina você.

Aliás, o que achei um pouco idiota foi Amanda não conseguir chorar, mesmo estando triste. E de cara a gente já sabe que é óbvio que no final ela vai se dar conta de que está chorando (por amor) e vai começar a rir (de felicidade). Péssimo.

O brinde-surpresa aparece na locadora onde estão Íris e Miles (Jack Black), o outro casal do filme, duas pessoas traídas que se atraem, mas não convence. O que atrapalha não é o fato de Jack ser o anti-galã, o problema é que os dois não fazem liga, e a história fica meio capenga.

(Acho que o Jack Black encaretou. Não é mais aquele cara de "Alta Fidelidade" e "Escola do Rock".)

Ainda sobre a cena da locadora: a participação vapt-vupt de um dos grandes atores americanos, num autodeboche, é mais uma homenagem ao cinema, entre várias outras.

"O amor não tira férias" é uma fofura para quem gosta de água com açúcar, com diálogos engraçadinhos e bem escritos. Um bom termômetro: se você não gostou de "Simplesmente Amor", provavelmente não gostará desse, porque o primeiro é melhor. O primeiro é ótimo. Se você estiver com expectativa zero, como eu estava, tem chances de se divertir e suspirar bastante.

.

A Última Noite




(25th Hour)
EUA, 2002
De Spike Lee
Com Edward Norton, Philip Seymour Hoffman, Brittany Murphy, Rosario Dawson, Anna Paquin


Onde eu errei?



Vinte e quatro horas na vida de Monthy (Norton), um traficante que no dia seguinte irá para à cadeia, onde ficará por sete anos. Esqueça os filmes sobre drogas, não tem nada a ver, o filme não é sobre isso. Monthy foge do estereótipo, é um sujeito que podemos chamar de bacana. Tá certo que vender crack não é nem um pouco legal, mas ele não é de briga, é na dele, não é isso que importa no filme. A pergunta é: Onde foi que erramos? Em que momento da vida trocamos os pés? Monthy é dedurado, a polícia acha drogas e dólares dentro do forro do sofá e bye bye life.

Não torcemos pela desgraça do protagonista porque logo de cara, na primeira cena, ele e seu amigo encontram um cachorro entre a vida e a morte, abandonado na calçada. Ele salva o animal que passa a ser seu companheiro. Bem, Monthy tem 24 horas de liberdade. O que você faria? Ele divide seu tempo entre o pai viúvo (Cox), a namorada (a sexy Rosario, pinta logo acima dos lábios é tudo. A da atriz é fake.), e seus dois amigos: um professor desolado (Hoffman, sensacional), apaixonado por Ana (Mary), sua aluna de 17 anos; e um corretor da Wall Street - o que não significa que tenha alguma competência. Na verdade, cada um a seu modo, são personagens desolados. Como Nova York depois das torres tombadas. Apesar de ser passado em apenas um dia, tem flashbacks sutis. Não é um filme frenético, alguns diálogos são longos, tipo amigos jogando conversa fora. Adoro.

A Última Noite tem uma daquelas famosas cenas onde o ator atua sozinho diante do espelho. Nela, Edward Norton amaldiçoa os habitantes de Nova York, falando 40 vezes o verbo fuck. Não houve improvisos, ao contrário do flashback onde Monthy e Naturella conversam sobre beisebol nos balanços infantis do Central Park.

O roteiro foi escrito antes das torres desabarem, mas Lee inseriu cenas para torná-lo pós-11 de setembro. Por isso tanta bandeira americana, por isso a paisagem de um dos apartamentos é o Ground Zero. Desiluções poderia ser o subtítulo do filme, se ele precisasse de algum.


Extra A tatoo de Anna Paquin, em forma de cabala, em volta do umbigo, também é falsa. Na verdade foi feita com henna.

.

Jack Nicholson cresceu pensando que sua avó era sua mãe, e que sua mãe era sua irmã mais velha. Só soube a verdade pela imprensa, quando já era famoso.

.

chick lit



.

Do que as mulheres gostam




Coisas cuti-cuti que só existem no cinema.

.