Alta Fidelidade





(High Fidelity) EUA, 2000. De Stephen Frears, baseado no livro Alta Fidelidade, de Nick Hornby. Com John Cusack, Jack Black, Lisa Bonet, Catherine Zeta-Jones e Tim Robbins. Bruce Springsteen faz uma participação-surpresa no filme. Ooops.



"0 que importa é do que gostamos, não o que somos." Rob Gordon

Gordon é um personagem recorrente nos livros de Nick Hornby, o cara de trinta anos que não quer nada com nada e estica a adolescência até o limite máximo. Em Alta Fidelidade, ele aparece como o dono de um sebinho de discos que acabou de ser abandonado por sua garota. Além de vinil, ele curte fazer listinhas top fives - os melhores filmes, as melhores faixas do lado B, os melhores álbuns de rock etc. Grilado com o chute da namorada, resolve fazer uma lista das cinco mulheres mais importantes da sua vida e sai para encontrá-Ias e tentar descobrir o que deu errado. Livro bacana, filme bacana. I love John Cusack.

“0 livro de Hornby é simplesmente toda a verdade sobre os homens." – Stephen Frears

O ator também foi produtor e co-roteirista do filme. John Cusack disse não para Dormindo com o Inimigo e Proposta Indecente: "Fico longe das produções que glorificam a violência ou brutalizam a mulher." - disse à revista Marie Claire.

Um dos trunfos de Alta Fidelidade é a dupla Jack Black e Todd Louiso, vendedores da loja de discos. Cusack e os roteiristas escreveram o roteiro pensando em Jack Black; o ator recusou o papel, mas depois voltou atrás. O DVD contém nove cenas que não entraram na versão final do filme. Uma delas mostra Rob negociando com uma mulher traída que, para se vingar, resolve detonar os discos raros do marido. Mas Rob acaba não comprando nenhum para não sacanear o dono da coleção.



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O Top Five de Rob Gordon / Cinema

Cinco melhores filmes europeus: Betty Blue, Subway, Ata-me, O Silêncio do lago, e Diva, paixão perigosa, embora em geral eu prefira filmes americanos. Cinco melhores filmes americanos e, portanto, melhores filmes já feitos: O poderoso chefão, O poderoso chefão – parte II, Taxi Driver, Os Bons companheiros e Cães de aluguel.






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Dizer "Eu te amo" é fácil, não é porra nenhuma, e quase todo homem que conheço faz isso o tempo todo. Já agi como se não conseguisse dizê-Io umas duas vezes, embora não tenha certeza porquê. Talvez porque quisesse emprestar a esses momentos uma espécie de romantismo canastrão à Doris Day, torná-los mais memoráveis do que seriam de outra forma. Você sabe como é, você está com alguém e começa a dizer algo, depois pára e ela pergunta "O quê?", e você manda "Nada", e ela manda "Por favor, fale", e você manda "Não, vai parecer idiota" e ela então força você a cuspir fora o negócio, embora você tivesse a intenção de dizê-lo o tempo todo, e acha que tem mais valor ainda por ter sido difícil de conseguir. Talvez soubesse o tempo todo que você estava de sacanagem, mas de qualquer maneira ela não se importa. É como uma citação: é o mais perto que conseguimos chegar de estar dentro de um filme. (Do livro Alta fidelidade - editora Rocco)

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David Lynch & Dirty Dancing


E se Lynch tivesse dirigido Dirty Dancing? Genial.

(Roubei.)



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Os bons companheiros




"Do velho arcaico ao jovem arcaico, e hipnótico, e sifilítico, e mestre de si mesmo e de todos nós, com admiração." Telegrama de Bernardo Bertolucci para Luiz Fernando de Carvalho, após assistir Lavoura Arcaica, em Roma.

"Antonio Banderas é uma fogueira latina com olhos capazes de acionar a puberdade, reverter a menopausa, causar orgasmos em animais de estimação, plantas e eletrodomésticos." Libby Gelman-Waxner, crítica de cinema

"Uma voz extremamente cultivada, com uma pronúncia perfeita. Audrey Hepburn nunca falava alto, e então você tinha que chegar mais perto, ouvir com atenção, e você queria isso." Stanley Donen

"Sean Penn é o maior ator vivo." Marlon Brando

"Marlon Brando foi o maior ator que já viveu." Barbra Streinsand

"Dividimos roupas, maquiagens, cremes, segredos de beleza e confidências. O que mais pode se esperar de um pai?" Liv Tyler sobre seu pai, sobre Steven Tyler, líder do Aerosmisth.

"É claro que você é divertida, você parece um pintinho que acabou de sair do ovo." Elvis Presley para Goldie Hawn

"Faye Dunaway é a última das deusas." Billy Wilder

"Victor [Belfort], a minha vontade erra estar no ringue para sentir o que é ser você lutando". Catherine Zeta-Jones

"Eu queria um homem com alma de criança, um sujeito bom, caloroso, absolutamente capaz de aceitar o extraordinário, o irracional." Steven Spielberg explicando por que escolheu Truffaut para fazer o cientista em ET.

"Eu ri tanto que fiquei doente, realmente tive um ataque cardíaco de tanto rir. Foi uma das coisas mais engraçadas que já vi na minha vida." Orson Welles sobre "O Terror das Mulheres", de Jerry Lewis.


É daqueles atores que deixam tudo grandioso". Woody Allen, sobre John Cusack.

"Bill (Holden) era uma das pessoas que eu mais amei no mundo." Billy Wilder

"Ingmar Bergman, Kurosawa e Buñuel são os três maiores poetas do cinema." Woody Allen

"Sua voz rouca, suspensa, ideal para o duplo sentido, faz até as mais simples observações parecerm apelos de acasalamento na selva." Ernest Hemingway, sobre Lauren Bacall

* Os Bons Companheiros {Goodfellas}. EUA, 1990. De Martin Scorsese. Com Robert De Niro.

A rosa púrpura do Cairo





A ROSA PÚRPURA DO CAIRO


Em que filme você gostaria de entrar, poder participar e até modificar o final?


Jorge Furtado, roteirista e diretor de cinema: Noites de Cabíria, para não deixá-la tão triste...

Adriana Falcão, escritora e roteirista Se eu pudesse entrar em um filme, entraria em Perdas e Danos e ficaria ali, pertinho, só olhando para Jeremy Irons e a Juliette Binoche namorando. Acho muito sensual esse filme.

Manoel Carlos, autor de novelas Obviamente, escolheria Casablanca. E no final, quando já está se preparando para embarcar, Ingrid Bergman deixaria Paul Henreid falando sozinho e ficaria com Humphrey Bogart.

João Ximenes Braga, jornalista Como bom preguiçoso, não faço muita questão de entrar num filme. Necessário fosse, preferiria qualquer um dos dirigidos por Andy Warhol, pois neles ninguém faz nada além de dormir e trepar.

Sérgio Augusto, jornalista Eu gostaria de entrar em Bambi (o filme mais traumático da história do cinema) e impedir que os caçadores matassem a mãe do epônimo personagem.


Pedro Dória, jornalista Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida. Pode ser tudo igual, desde que eu seja o Indy ;-)


Juca de Oliveira, ator Eu escolheria O Articulador, dirigido por Dan Algrant, com Al Pacino, para mudar o final. O final errado levou a critica a considerá-Io um dos piores filmes do ator. Nas cenas finais, Eli Wurman, o personagem vivido por Pacino, é assassinado numa estúpida e idiota reversão de expectativa. Se ele sobrevivesse e desvendasse o assassinato da moça, o filme teria sido sucesso e a critica positiva.

Xico Vargas, jornalista Grand Prix, de John Frankenheimer, filme do final dos anos 60.


A rosa púrpura do Cairo. EUA, 1985. De Woody Allen. Com Mia Farrow e Jeff Daniels.

Afogando em números


Luís Fernando Veríssimo, escritor O filme que eu assisti mais vezes foi Gunga Din. Perdi a conta das vezes.

J.R. Duran, fotógrafo Um Homem e uma Mulher. O filme de Claude Lelouch, com Jean Louis Trintignant e Anouk Aimée. Assisti 16 vezes e choro sempre no final.

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Mario Prata, escritor Umas dez vezes, Cat Balou e Meu Tio, do Tati.

Mino Carta, jornalista Vários filmes, mais de 20 vezes: No Tempo das Diligências e Rastros de Ódio, do John Ford; Ladrões de Bicicleta, do De Sica; Blade Runner, de Ridley Scott; Tempo Modernos, do Chaplin; Os Companheiros e Rufufu, do Mario Monicelli; Amarcord, do Fellini.

Lucélia Santos, atriz Romeu e Julieta, umas dez vezes. Era adolescente e me apaixonei pelo filme do Zefirelli.



Gilberto Braga, autor de novelas Quanto Mais Quente Melhor. Não contei, mas posso calcular por volta de 20 vezes.

Joaquim Ferreira dos Santos, jornalista Vi Acossado não sei quantas vezes, no cinema, em VHS ou em DVD, e de quando em quando ainda me dá vontade de sair na praça para comprar a edição de hoje do Herald Tribune. Não me de nada mais charmoso no cinema. Um pop-policial-pensante. Tenho o bonequinho imã do Belmondo na porta da geladeira e o cangote da Jean Seberg sempre em mente.

Roger, do Ultraje a rigor Eu devo ter visto American Grafitti umas 8 vezes, aproximadamente.

João Ubaldo Ribeiro, escritor Eu já fui viciado em cinema e perdi a conta dos filmes, de todos os tipos, a que assisti, também não sei quantas vezes, mas alguns, com certeza, dezenas. Estou esquecendo inúmeros (e importantes, mas é que a memória é vigarista), Não dou em ordem de importância nem coisa nenhuma, é só uma lista expelida de um jato: Dr. Strangelove, Picnic(Glauber e eu), Janela Indiscreta, O Juízo Universal (Sica, esquecido - Cacá duvidava que existisse e eu achei na Internet Movie Database), The Searchers, West Side History, Música e Lágrimas, O Dia D , O Gande Ditador - ah, uma porrada...



Ledusha Spinardi, poeta e tradutora O Boulevard do Crime, Marcel Carné; Verdades e Mentiras, Orson Welles; Touro indomável, Scorsese; Ladrão de Casaca, Hitchcock; Manhattan, Woody Allen; Noites de Cabíria, Fellini; O Bandido da luz Vermelha, Rogério Sganzerla.

Wagner Carelli, jornalista Os filmes que assisti mais vezes foram Ben-Hur (não posso calcular com precisão, mas certamente não foram menos de 10), A Felicidade não se Compra, a que assisti precisamente 8 vezes e O Último Tango em Paris, 5 vezes.



Luciana Villas-Boas, editora Quando eu era criança, gostava de ver muitas vezes o mesmo filme. Vi Hatari 15 vezes, assim como A Família Suiça. Foram meus recordes. Quando Setembro Vier, Sissi, O Diário de Anne Frank, Elza, a Leoa e Guerra dos Botões, 8 vezes. Também nesta faixa, todos os Elvis Presley, por quem era apaixonada quando menininha. Da Disney, somente A Bela Adormecida e A Dama e o Vagabundo podem competir com estes títulos. Na vida adulta, só Amarcord chegou perto, 6 vezes. E A Guerra Acabou, O Sétimo Selo, O Discreto Charme da Burguesia e Acossado (fora o remake), 4 vezes.

Nelson Motta, produtor musical Help, umas 10 vezes.

Sílvio de Abreu, novelista O filme que mais assisti no cinema foi Sinfonia Carioca, 1955, de Watson Macedo, com Eliana e Anselmo Duarte. Devo ter visto mais de 30 vezes. Depois foi Um Lugar ao Sol, 1951, de George Stevens, com Elizabeth Taylor, Montgomery Clift e Shelley Winters, mas aí já se incluem as vezes que assisti em vídeo, LD e depois DVD em casa.

Mauro Ventura, jornalista Os filmes que vi mais vezes não têm nada de glamurosos, elaborados ou sofisticados. Foram - e eu digo aqui bem baixinho - Os Embalos de Sábado à Noite e Grease. Sabe como é, eu era adolescente na época, empolgado pela onda disco, por Bee Gees, querendo ser John Travolta, querendo ficar com a Olivia Newton-John... A gente via e revia os filmes o tempo todo. Depois, ao longo dos anos, ainda revi os dois na programação da TV ou em vídeo.

Augusto Nunes, jornalista ...E o Vento Levou, 5 vezes.



Daniel Filho, diretor de TV O filme que mais assisti é, sem dúvida, Cantando na Chuva. Nas 1a. e 2a. semanas de exibição, na estréia, eu com 14 ou 15 anos, assisti 12 vezes. Até 78/79 tinha que catar um relançamento ou em Paris, em festivais, e alugava cópias em 16mm. Depois, com a chegada do vídeo, foi um dos meus primeiros. Para não perder o gosto, vejo no mínimo duas vezes por ano. Teve anos que exagerei! Até hoje, por exemplo, deve estar perto de + ou - 50 vezes. Nunca contei. Uso o filme no lugar de calmante, ou quando quero relaxar, ou pensar em cinema, e por último, mas não como último na lista, para me divertir!

Matthew Shirts, jornalista Pulp Fiction, umas 8 vezes.



Manoel Carlos, autor de novelas Picnic, com William Holden e Kim Novak. Devo ter visto umas 10 vezes.

Leo Jaime, cantor Acho que foi Cantando na Chuva, ou Blade Runner, ou Janela Indiscreta. Sei lá. Esses favoritos eu vi várias vezes. Quanto mais Quente Melhor idem. ET! Mas não sei qual vi mais vezes. Acho que foi o Blade Runner. Teve a versão do diretor, depois de tudo. Laranja Mecânica também vi várias vezes. Grease!!!! Cidadão Kane!!! As Sete vanpiras eu vi várias vezes por razões profissionais.



Fernanda Torres, atriz 2001 - Uma Odisséia no Espaço. Perdi a conta de quantas vezes vi esse filme.

Jorge Furtado, diretor de cinema Annie Hall (Woody Allen) e Nós que nos amávamos tanto (Ettore Scola), mais de 5 vezes. Em vídeo talvez seja A Pequena Sereia, meus filhos viam quase todos os dias, às vezes mais de uma vez por dia...

Arrigo Barnabé, cantor e compositor Os que mais assisti foram 2001 - Uma Odisséia no Espaço, e A mulher do Lado, mais de 6 vezes cada.

Ana Maria Magalhães, atriz e cineasta: Luzes da Ribalta, quando eu tinha 4 anos de idade, mas não lembro quantas vezes. Todos os dias pedia à minha babá pra me ler pra ver o filme de novo.

Vinícius Viana, roteirista Adoro os clássicos, mas adoro porcaria também. Enfim... Acredito que ao longo desses anos todos desde que comecei a acompanhar cinema, o filme que mais vi foi O Poderoso Chefão (o primeiro). Acredito tê-lo visto umas 15 vezes. Sou do tipo que descubro um diretor e tento ver toda a obra do cara. Recentemente me aconteceu com Ernest Lubitsch. Acho que consegui ver todos os filmes da fera. Mas nessa lista dos filmes que mais vi entram dois que são, digamos, favoritos, um inclusive será motivo de chacota. Duro de matar (o primeiro), vi umas 12 vezes. E, recentemente, andei revendo no Telecine, o mesmo filme umas 10 vezes. E French Kiss ( não me lembro o em português, acho que Surpresa do coração). É um filme do Kasdan, com Meg Ryan e Kevin Kline. Um roteiraço, eu amo esse filme.



Arnaldo Jabor, cineasta e comentarista Cantando na Chuva, mais de dez vezes.

Ruy Castro, escritor O filme que mais devo ter visto é Um Corpo que Cai (Vertigo), de Hitchcock. Vi-o na estréia, em 1959 0u 1960, três vezes. Depois, numa reprise em meados dos anos 60, mais uma. De novo, numa sessão "última chance" (de ver no o filme antes de a cópia ser destruída) no lendário Paissandu, aqui no Rio, em 1966. Quando saiu em VHS americano, comprei e vi várias vezes. Quando saiu em laser, aposentei o VHS e vi de novo, não sei quantas. E, há uns dois anos, saiu a versão restaurada em DVD, que também comprei e já passei umas 3 vezes. E só no DVD tive a surpresa de saber que o filme (originalmente em VistaVision) era em tela larga. Mas você não viu no cinema, dirá você. Sim, mas no Brasil os filmes em VistaVision passavam em tela normal. Não é incrível? Calculo que tenha visto Um Corpo que Cai umas 15 vezes, mas é pouco, não? Só é muito em comparação à quantidade de vezes que Pauline Kael fazia questão de ver cada filme: uma vez só! O filme brasileiro a que mais assisti foi Todas as Mulheres do Mundo, umas 6 ou 7 vezes.


*Afogando em números (Drowning by numbers). Inglaterra, 1998. De Peter Greenaway. Com John Standing e Matthew Delamere.

De Olhos bem Fechados




(Eyes Wide Shut)
EUA/ Reino Unido, 1999. De Stanley Kubrick. Com Nicole Kidman e Tom Cruise.

"Nenhum sonho é apenas um sonho." - Bill


Tom Cruise é Bill, um médico bem-sucedido, e Nicole Kidman é Alice, artista plástica. Os dois têm um casamento dentro dos padrões convencionais, até o momento em que, depois de fumarem um baseado, Alice conta que no passado se sentiu atraída por um oficial da Marinha que conheceu num hotel, quando o casal estava viajando. Revela também que o desejo que ela sentiu fez com que pensasse em abandonar tudo - o marido, a filha - para ficar com ele. A revelação faz com que Bill fique transtornado e saia por Nova York - que nunca esteve tão linda e, pasme, foi feita em estúdio - sem lenço e sem documento e acabe se metendo numa sinistra orgia - a parte mais sem graça do filme, por sinal. Cafona.

"O casamento faz da mentira uma necessidade."


Kubrick queria um casal de atores casados na vida real e chegou a pensar em Kim Basinger e Alec Baldwin. Também queria Harrison Ford e obviamente por isso o personagem principal se chama Harford. Harvey Keitel abandonou o filme na metade, talvez pelo método exaustivo de Kubrick, que chegou a rodar 100 takes de uma mesma cena.

O genial cineasta nova-iorquino, equivocadamente considerado inglês, fez questão de filmar ele mesmo as cenas de sexo entre Nicole e Tom, retirando toda a equipe do set.
Sydney Pollack substituiu Keitel. Kubrick morreu logo após o término do filme. Gosto da cena final. De Olhos Bem Fechados parece não ter meio-termo, ou você adora ou odeia.

Comidinha Salada Caprese

Corte 2 berinjelas e 2 abobrinhas em fatias de 1 cm. Também separe 4 tomates com pele. Lembre-se que a Meryl Streep ensinou que os tomates devem ser bem lavados com sabão de coco para tirar o agrotóxico. Unte um tabuleiro com azeite e coloque os ingredientes juntos para assar. Não deixe tostar. pepois de esfriar um pouquinho, coloque em um prato, intercalando as abobrinhas etc. em várias camadas, de dentro para fora. Inclua na espiral bolas de queijo de mussareIa de búfala. Tempere com sal, pimenta moída na hora e um "excelente azeite. Use folhas de manjericão fresco para enfeitar.

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King Kong


Cenas que eu adoro.


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Oscar





















Editado do Youtube.
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Beleza Americana




Beleza Americana (American Beauty)
EUA, 1999, de Sam Mendes. Produzido por Steven Spilberg. Com Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari, Peter Gallagher e Chris Cooper. Cinco Oscars, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator. Três Globos de Ouro: filme, diretor e roteiro original.



"Nunca é muito tarde para voltar atrás" - Lester



.... Olhe bem de perto ....



Beleza americana é o nome de uma rosa cultivada nos Estados Unidos, sem espinhos e sem perfume, e está presente nos jardins, no centro da mesa e nos delírios de Lester, vivido por Kevin Spacey, espetacular. Lester é um homem que abriu mão dos seus desejos para viver uma vida medíocre ao lado de sua mulher Carlyn, Annette Bening, uma tirana enlouquecida que se esforça para manter a fachada de um casamento feliz. Jane é a filha adolescente típica, ignorada pelos pais. Na casa vizinha mora um rapaz apaixonado pela garota, que a filma o tempo todo, vende drogas e está acostumado a viver de aparências para não desagradar o pai, um nazista. No meio de tudo isso, surge a desinibida Angela, colega de escola de Jane, que começa a arrastar uma asa para o pai da amiga. A obsessão pela menina faz com que Lester jogue tudo pro alto, emprego, sua vida certinha, a submissão à mulher. Mais um filme sobre a incapacida de comunicação, mais uma vez o sonho americano é desmascarado. Beleza Americana é um daqueles filmes que vão contra o sistema estabelecido e são premiados com o Oscar, para mostrar o quanto a Academia pode ser liberal. Gosto demais desse filme.

O IMDB me contou: Primeiro filme de Sam Mendes, diretor de teatro, autor de uma peça de muito sucesso, The Blue Room, com Nicole Kidman. Por isso nos créditos finais ele brinca, agradecendo a Dr. Bill e Alice, os personagens vividos por Tom Cruise e Nicole Kidman em De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick. Na edição, o diretor cortou cinco minutos de filme, mudando inteiramente o final da história.

O diretor queria Tom Hanks para o papel de Lester. Jeff Daniels também foi lembrado. Sam Mendes é casado com a atriz Kate Winslet.

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Bonequinha de Luxo





(Breakfast at Tiffany's)
EUA, 1961
De Blake Edwards. Com Audrey Hepburn, George Peppard, Mickey Rooney

"Eu não ligo para jóias. A não ser diamantes, claro." Holly Golightly

Imagine esse filme sem Audrey Hepburn? Não seria nada, mas graças à ela, é cultuadíssimo, não sem razão.

(Vou abrir um imenso parêntese aqui: Parem de me xingar.Vamos ser tolerantes. Mudei o início do texto que dizia que o filme seria chato. Mas graças a Audrey Hepburn não é. Verdade que me ameaçaram de morte. Sério. Muitos comentários agredindo. Que eu era isso e aquilo. Gente, é só um fil-me. Me deixem.)

Na verdade, os protagonistas são Audrey e Givenchy.

A atriz se tornou símbolo da mulher de classe. O sobretudo cor de abóbora, os brincos, os óculos escuros, calças cigarette, coque banana com balayage, lenços amarrados no queixo, as luvas, pérolas, chapéus e, claro, o pretinho básico, fizeram de Audrey a modelo perfeita do estilista, seu ideal feminino. Só isso. O roteiro é bobíssimo e os diálogos também.

Uma garota de programa que acaba se envolvendo num escândalo com drogas. Você pode acreditar que Audrey esteja metida nisso? Mas a censura da época fazia com que tudo fosse muito sutil e lençóis amarrotados numa cama de casal faziam de um pingo uma letra. A atriz fuma o tempo inteiro, às vezes com sua enorme piteira; era glamuroso fumar. Uma coisa boa é Moon River de Henry Mancini, Oscar de melhor canção original, que ela canta (de verdade) sentada na janela tocando violão (de mentira).

A história: Holly Golightly, uma "garota de programa", louca pela joalheria Tiffany, quer se casar e $e dar bem. Um escritor inseguro e bonitão é sustentado por mulheres casadas em troca de vocês sabem o quê. Quando ele vai morar no mesmo prédio que ela, os dois fazem amizade, que logo se transforma em quase-amor. O que não impede que ela fique de olho num milionário brasileiro com quem deseja ir para o altar.

Os momentos legais são: a atriz falando português; trocando de roupa dentro do táxi; quando ela chora na cama, depois de destruir a casa, e flocos do travesseiro caem sobre ela como neve. E o beijo na chuva, claro. Audrey considerava a cena em que joga seu gato laranja no meio da rua a mais difícil que fez no cinema.

Givenchy

Quando foi anunciado que a senhorita Hepburn gostaria de vê-lo, o costureiro francês achou que se tratava de Katherine. Daí aquela magrelinha entrou no seu ateliê e ele não tinha a menor noção de quem se tratava. Ela explicou que gostaria de usar suas roupas em Sabrina, de Billy Wilder, e ele não deu a mínima, dizendo que não tinha tempo e estava se dedicando exclusivamente à sua nova coleção. Que, se quisesse, ela poderia escolher uns modelinhos já prontos. Audrey aceitou. O filme de Billy Wilder acabou ganhando o Oscar de melhor figurino, premiando Edith Head, por questões de contrato. A figurinista não deu crédito ao vestido de baile criado pelo estilista francês, e por isso, Audrey exigiu que apenas Givenchy escolhesse suas roupas dali por diante.

No livro de Truman Capote, Holly é bissexual, e o personagem vivido por George Peppard é gay. E não terminam juntos.



Comidinha para acompanhar:

Compre queijo roquefort e amasse bem, com muitas nozes picadinhas. Faça torradas de pão preto e coloque uma rodela de ovo cozido sobre a pasta, em cada uma delas.

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