Música brasileira e cinema





Cantei de maneira bem obscena, até mais obscena que Marilyn, e foi bem divertido. Dei tudo de mim nesse filme, o mais emocionante em que já trabalhei e aquele de que mais me orgulho. Nicole Kidman, sobre Moulin Rouge.


~Algumas de muitas~


A lei do desejo, Pedro Almodóvar - Maysa canta "Ne Me Quitte Pas".

Closer, Mike Nichols - Bebel Gilbertio canta "Samba da Benção", "Tanto tempo", e "Mais feliz".

Um homem, uma mulher, Claude Lelouch - Baden Powell canta "Samba Saravah".

Fale com Ela, Pedro Almodóvar - Elis Regina canta "Eu sei que vou te amar". Caetano canta "Cucurrucucú Paloma".

Alguém tem que ceder Harry Langer - Astrud Gilberto canta "Samba de Verão" e "Aquarela do Brasil".

Vida e Morte de Peter Sellers, Stephen Hopkins - Tom Jobim canta "Garota de Ipanema".

Sr. E Sra. Smith, Doug Liman - Tom Jobim canta "Garota de Ipanema".

Velocidade Máxima 2, Jan de Bont - Carlinhos Brown canta "A Namorada".

Lua de Fel, Roman Polanski - Fausto Fawcett canta "Kátia Flávia".

Rádio Days, Woody Allen - Denise Dumont canta "Tico tico no fubá".

Brazil, o filme , de Terry Gilliam - S.K. Russell canta Aquarela do Brasil.

Eros, vários diretores. Caetano canta "Michelangelo Antonioni".

Comedian, Christian Charles – Susannah McCorkle canta "Águas de março".

Mulheres e Luzes, Fellini - Vanja Orico canta "Olê mulher rendeira".

Frida, Julie Taymor.Caetano Veloso e Lilá Brown cantam "Burn It Blue", indicada ao Oscar.

O Aviador, Martin Scorsese. Aquarela do Brasil orquestrada.

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@mrguavaman Em The Blues Brothers, há aquela cena com Jake & Elwood no elevador. Toca uma versão muzak de "Garota de Ipanema". :)

@angescott Em be cool tem sergio mendes cantando ôariáraiô obá obá obá, serve? ;))


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Que trilha sonora você gostaria de ter feito?


"Eu adoraria ter feito a trilha de West Side Story ( Leonard Bernstein ), que ficou a meio caminho entre o jazz e o clássico, mas profundamente americana. Bernstein era o regente da orquestra sinfonica de New York". Nelson Motta, produtor musical

"Bye, bye, Brasil". Otto, cantor

"American Grafitti ou Help". Roger, do Ultraje a Rigor


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A noite dos desesperados




They Shoot Horses, Don't They?
EUA, 1969. De Sydney Pollack. Com Jane Fonda, Michael Sarrazin, Gig Young e Susannah York. Oscar de melhor ator coadjuvante para Gig Young.

"Fazer esse filme foi como andar sobre uma corda por cima das quedas do Niágara". Jane Fonda


Durante a Depressão americana, Robert (Sarrazin) e Gloria (Fonda) participam de uma maratona de dança em troca de comida, na esperança de conseguir o prêmio em dinheiro reservado ao casal que resistir mais tempo ao desafio: dançar 24 horas por dia, sem intervalos. Durante cinco semanas, os casais inscritos passam por várias situações difíceis, incluindo brigas, cansaço e desespero. Até que Gloria, impossibilitada de continuar, pede para que Robert a mate. O filme é baseado no livro "Eles Matam Cavalos, Não Matam?" , de Horace McCoy, lançado em 1935, dois anos depois da proibição das maratonas.

JANE



Jane Fonda pulou de Barbarella para o filme de Pollack sem escalas. Além de cortar os cabelos e fazer permanete para entrar no clima da época, a atriz se preparou muito para o papel, nadando e correndo na praia todos os dias. Jane ficou tão ligada à personagem que morava numa sala do estúdio para não fugir do estado deprimido que tinha se apoderado dela. Fora do set, Jane andava, falava, e se comportava como Gloria. "Me transformei em Gloria. Ela era mal-educada, rude, amarga, cínica. Levou bastante tempo até eu deixar de falar como ela. Não sei como Vadim [seu marido na época] aguentou."

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E Deus criou a mulher




(Et Dieu... Créa la Femme)
França, 1956
De Roger Vadim. Com Brigitte Bardot e Jean-Louis Trintignant



É difícil ser feliz” Juliete

Roger Vadim sempre gostou de exibir suas mulheres e é isso que ele faz no filme, que se resume num book sexy de sua ex-mulher. Ou “sexchy”, como pronunciava BB.O famoso beicinho da atriz, a cintura bem fina, o mar de Saint Tropez, BB pegando sol de bruços, nua, por trás de um varal de lençóis. Roupas totalmente wit, Juliette abraçada ao seu coelhinho de estimação, sempre descalça – até mesmo vestida de noiva - andando de bicicleta, deitada com a roupa molhada e a blusa desabotoada na beira do mar, tocando bongô e dançando chá chá chá - realmente essa é pra ficar na cápsula e ser enviada pra lua.

Ela se tornaria ainda mais bonita depois, com aqueles cabelos louros bem lisos.

História não há. Juliete tem 18 anos, libido a toda, beija um beija outro, e acaba se casando com um jovem apaixonado, irmão do cara que realmente a interessa. Ela trai ele, óbvio. Praticamente contei o filme todo.

O diretor contou que a nudez de BB incomodava tanto que certa vez um censor disse queria cortar uma das cenas onde ela aparecia nua, saindo nua da cama na frente do seu cunhado. Na verdade ela usava um pulover até embaixo do joelho. O censor lembrava dela nua, na cabeça dele, na cabeça problemática dos censores. Brigitte não mostrava tudo mas dava mesmo a impressão que sim.

A atriz não queria de jeito nenhum que Tritgnant fosse seu par. Alegou que jamais conseguiria fingir que estava apaixonada por “esse sujeito”. Vadim queria que a mulher expressasse sua alma no filme, aquelas paradas. Ela precisava embaraçar os cabelos antes de cada cena e dispensar a maquiagem. Odiava seus cabelos e abandonou a sala chorando quando os copiões estavam sendo projetados. Truffaut adorou o filme que considerou uma espécie de divisor de águas do cinema francês. A cena que mais chocou os conservadores não contém nudez: recém-casada, Juliette está em lua-de-mel no andar de cima enquanto a família do marido espera os dois para jantar.

BB se apaixonou por Trignant antes do filme terminar. “Devemos ensaiar sozinhos. Para o nosso próprio prazer”, teria dito o ator. Foram morar juntos; mas Vadim não deu a mínima.


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Cidadão Kane




Cidadão Kane (Citizen Kane)
EUA,1941 . De Orson Welles. Roteiro de Orson Welles e Herman Mankieewicz. Produção de Orson Welles. Música de Bernard Herrmann. Edição de Robert Wise. Com Orson Welles, Joseph Cotton e Dorothy Comingore.


"Se eu não fosse tão rico, poderia ter sido um grande homem." Kane

Um repórter busca reconstituir a vida de Charles Foster Kane (Welles), um poderoso homem da imprensa, a partir da última palavra que ele diz antes de morrer: rosebud.


"Será que alguém realmente pode reservar os direitos autorais da história da sua própria vida?” Orson Welles

Literalmente graças a Deus, o negativo de Cidadão Kane não foi destruido. Quando o chefe da Censura foi assistir ao filme para dar seu parecer, Welles enfiou um terço no bolso e, no final da exibição, deixou-o cair em frente ao censor, supercatólico. O cineasta educadamente pediu licença e pegou o terço de volta. Só por isso o filme - hoje considerado o melhor do mundo - foi salvo.

Quando Orson Welles, aos 25 anos, recebeu carta branca dos estúdios da RKO para fazer o que bem quisesse no seu primeiro filme, não foi porque os produtores de cinema eram sensíveis à genialidade do rapaz, mas pelo sucesso estrondoso de seu programa de rádio.

Superbaseado na vida de William Randolph Hearst - o magnata das comunicações -, Cidadão Kane sofreu todos os tipos de boicotes e represálias. O estúdio implorava ao diretor que o queimasse para evitar mais problemas. Os jornais de Hearst receberam ordens expressas de nunca mais tocar no nome da RKO. Não que o alvo do diretor fosse o megaempresário do jornalismo; Orson queria apenas se basear em alguém poderoso, tendo pensado inclusive em Howard Hughes, o aviador multibilionário. Optando por Hearst, o cineasta já esperava por isso, mas nunca poderia imaginar que todos à sua volta fossem amarelar.

O filme não foi exibido nas cadeias de cinemas nem em lugar algum, a não ser em algumas cinematecas. Já que não se falava em outra coisa, Welles propôs que o estúdio colocasse anúncios nos jornais - "Este é o filme que você não pode ver no seu cinema local" - e o exibisse em enormes tendas. Suas jogadas de marketing foram ignoradas e o filme não rendeu "um dólar”. A raiva de Hearst, já imaginada por Orson Welles, tinha motivos. Além de Kane ter o mesmo poder que ele, as mesmas manias, um parque de diversões particular, Xanadu, onde privilégios não tinham limites - Chaplin batia ponto regularmente - e até um zoológico particular, o diretor se atreveu a usar rosebud como a palavra-chave do filme, justamente o apelido que Hearst dava a, digamos, parte mais intima de sua amante.

Assim como em todos os grandes filmes, aconteceram mil problemas no set. Orson usava lentes de contato para que seus olhos envelhecessem no decorrer da história. Com elas, ele não enxergava um palmo, e chegou a rolar a escadaria do cenário e quebrar ossos, sendo obrigado a continuar rodando o filme numa cadeira de rodas. O local também pegou fogo, de tanto que se queimaram trenós na lareira. Seu nariz era postiço.

O maior mérito do filme foi o modo revolucionário usado pelo cineasta, que rodou longas seqüências sem cortes, flashbacks fora de ordem, tomadas de baixo para cima e outras coisas impensáveis na época. Tudo que hoje em dia todo mundo faz, mas ninguém fazia antes dele.


Cidadão Kane foi indicado a muitos Oscars e só ganhou o de melhor roteiro, mesmo assim para derrubá-Io mais ainda, já que havia rumores em relação a sua verdadeira autoria. A platéia vaiou e riu muito, debochando de Orson Welles. Por coincidência, ele envelheceu com o rosto parecidíssimo com o de seu personagem. No final de 2007 o roteiro original foi leiloado pela Sotheby's rendendo US$ 97 mil.


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Apocalipse now






Apocalipse Now (Apocalipse Now)

EUA, 1979 . De Francis Ford Coppola. Roteiro de Francis Coppola e John Milius, baseado no romance No Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Com Marlon Brando, Robert Duvall, Martin Sheen e Dennis Hopper.


"The horror, the horror." – Coronel Kurtz

O capitão Willard (Sheen) tem a missão de encontrar e matar o coronel Kurtz (Brando), que aparentemente enlouqueceu e criou uma espécie de santuário nas selvas do Camboja, onde comanda um exército particular.

(Cenas inesquecíveis: os helicópteros atacando ao som de "As Valquírias", de Wagner, e os soldados participando de um campeonato de surfe enquanto os inimigos atiram sem parar. Evidentemente, este é o filme sobre a Guerra do Vietnã).

"Não se detenha nunca antes de atingir a meta final. Disto estou absolutamente convencido." – Coronel Kurtz

Enfarte, excesso de drogas, doenças e até um furacão tornaram as filmagens de Apocalipse Now tão problemáticas que Coppola ameaçou se suicidar diversas vezes. O filme, que estava previsto para ficar pronto em seis semanas, acabou sendo rodado em 16 meses. Foram 14 meses de isolamento nas Filipinas, com tufões e chuvas torrenciais, inundações e destruição de cenários. Coppola perdeu cerca de 30 quilos. Na cena de abertura, Martin Sheen estava totalmente bêbado. Saindo do roteiro, deu um soco no espelho do quarto do hotel. Sua mão sangra, ele sente muita dor. Logo em seguida o ator enfarta. Coppola aproveita tudo.

Quando Marlon Brando chegou às locações, o cineasta quase surtou. O personagem do ator era um homem esquálido e Brando parecia um buda. Também não tinha lido o livro nem decorado suas falas. Para minimizar a aparência do ator, o cineasta fez todas as tomadas escuras e cheias de sombras. Um dos monólogos de Brando foi totalmente inventado por ele na hora. Como podemos esquecer o ator repetindo as palavras de T. S. Eliot, na penumbra? Dennis Hopper representa um fotógrafo que realmente existiu e cobriu a Guerra do Vietnã. Era um tipo exótico que carregava dezenas de câmeras penduradas no pescoço. O ator de Easy Rider fez todas as suas cenas completamente drogado.

Marlon Brando ameaçou abandonar o projeto diversas vezes mas o diretor fingia que não se importava, dizendo que colocaria Jack Nicholson ou Al Pacino no seu lugar. Harvey Keitel chegou a ser escalado para fazer o papel de capitão Benjamin L Willard, mas semanas antes do início das filmagens Coppola optou por Martin Sheen. O próprio diretor teve de tirar milhões de dólares do bolso, após ter estourado o orçamento inicial.


Harrison Ford era tão desconhecido que seu nome só aparece nos créditos do Redux. Ele faz uma ponta e seu personagem se chama Lucas, em homenagem ao produtor George Lucas.


Um jeito Hicthcock de ser Francis Ford Coppola interpreta um repórter.


Para ter em casa. No caso de você colecionar obras-primas.

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Bom dia tristeza






(Bonjour tristesse)



França/ Inglaterra / EUA, 1958. De Otto Preminger. Com Jean Seberg, Deborah Kerr e David Niven. Baseado no best-seller de Françoise Sagan.

Cecile (Seberg) é uma garota de 17 anos que vive com o pai, Raymond (Niven), um viúvo milionário e mulherengo. Existe um incesto subentedido. Eles têm sua própria moral e se divertem nas festas e mergulhos na Riviera Francesa. Quando Raymond resolve se casar com uma estilista (Kerr), Cecile rejeita a idéia e traça um plano para afastar os dois.

Françoise Sagan tinha apenas 18 anos quando escreveu o romance.

*ponta de luxo*
Juliette Gréco aparece cantando em uma boate.


Jean Seberg

Jean Seberg, americana com jeitinho de francesa, se tornou famosa aos 17 anos, quando interpretou Joana d' Arc, no filme de otto Preminger - disputando a personagem com 18 mil garotas. Depois de Bom Dia Tristeza e Acossado, que a tornou um dos símbolos dos anos 60, Seberg passou a fazer filmes menores, o que mexeu muito com ela. Também sentia falta da sua juventude. Namorou Clint Eastwood. Casou-se duas vezes e dividiu uma curta e intensa paixão com o escritor Cárlos Fuentes. Grávida e quase no fim de sua curtíssima existência, foi perseguida (e ameaçada) pelo governo americano porque dizia-se que era ligada aos Panteras Negras. Sofreu um golpe quando perdeu o filho, com apenas três dias de vida. Quando ele morreu, ela tirou 180 fotos do bebê. Internada com esquizofrenia, escreveu dois livros, Blue Jean, sobre sua doença e Como escapar de si mesmo, um manual de instruções para suicidas. Foi encontrada morta numa rua estreita de Paris, dentro de um Renault, aos 40 anos, tendo ao seu lado uma garrafa de água mineral e um bilhete de suicídio.

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"Não tentarei descrevê-Ia. Era indescritível. Era uma incitação, uma dádiva, uma loucura. A qualidade das rendas e das sedas, a maneira de se entrelaçarem, o modo de se abrir e se fechar, revelar e ocultar, imitar e transformar, parecer-se e desaparecer, tudo isso contrastava maravilhosamente com aquela simplicidade guerreira, andrógina de que já falei: Diana, a santa combatente, Diana, a gamine parisiense. Censurei-me. Ela odiava essa palavra. Désolé." (Diana, a Caçadora Solitária, de Carlos Fuentes, sobre seu romance com a atriz)

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Clive Owen - Lancôme


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Alta Fidelidade





(High Fidelity) EUA, 2000. De Stephen Frears, baseado no livro Alta Fidelidade, de Nick Hornby. Com John Cusack, Jack Black, Lisa Bonet, Catherine Zeta-Jones e Tim Robbins. Bruce Springsteen faz uma participação-surpresa no filme. Ooops.



"0 que importa é do que gostamos, não o que somos." Rob Gordon

Gordon é um personagem recorrente nos livros de Nick Hornby, o cara de trinta anos que não quer nada com nada e estica a adolescência até o limite máximo. Em Alta Fidelidade, ele aparece como o dono de um sebinho de discos que acabou de ser abandonado por sua garota. Além de vinil, ele curte fazer listinhas top fives - os melhores filmes, as melhores faixas do lado B, os melhores álbuns de rock etc. Grilado com o chute da namorada, resolve fazer uma lista das cinco mulheres mais importantes da sua vida e sai para encontrá-Ias e tentar descobrir o que deu errado. Livro bacana, filme bacana. I love John Cusack.

“0 livro de Hornby é simplesmente toda a verdade sobre os homens." – Stephen Frears

O ator também foi produtor e co-roteirista do filme. John Cusack disse não para Dormindo com o Inimigo e Proposta Indecente: "Fico longe das produções que glorificam a violência ou brutalizam a mulher." - disse à revista Marie Claire.

Um dos trunfos de Alta Fidelidade é a dupla Jack Black e Todd Louiso, vendedores da loja de discos. Cusack e os roteiristas escreveram o roteiro pensando em Jack Black; o ator recusou o papel, mas depois voltou atrás. O DVD contém nove cenas que não entraram na versão final do filme. Uma delas mostra Rob negociando com uma mulher traída que, para se vingar, resolve detonar os discos raros do marido. Mas Rob acaba não comprando nenhum para não sacanear o dono da coleção.



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O Top Five de Rob Gordon / Cinema

Cinco melhores filmes europeus: Betty Blue, Subway, Ata-me, O Silêncio do lago, e Diva, paixão perigosa, embora em geral eu prefira filmes americanos. Cinco melhores filmes americanos e, portanto, melhores filmes já feitos: O poderoso chefão, O poderoso chefão – parte II, Taxi Driver, Os Bons companheiros e Cães de aluguel.






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Dizer "Eu te amo" é fácil, não é porra nenhuma, e quase todo homem que conheço faz isso o tempo todo. Já agi como se não conseguisse dizê-Io umas duas vezes, embora não tenha certeza porquê. Talvez porque quisesse emprestar a esses momentos uma espécie de romantismo canastrão à Doris Day, torná-los mais memoráveis do que seriam de outra forma. Você sabe como é, você está com alguém e começa a dizer algo, depois pára e ela pergunta "O quê?", e você manda "Nada", e ela manda "Por favor, fale", e você manda "Não, vai parecer idiota" e ela então força você a cuspir fora o negócio, embora você tivesse a intenção de dizê-lo o tempo todo, e acha que tem mais valor ainda por ter sido difícil de conseguir. Talvez soubesse o tempo todo que você estava de sacanagem, mas de qualquer maneira ela não se importa. É como uma citação: é o mais perto que conseguimos chegar de estar dentro de um filme. (Do livro Alta fidelidade - editora Rocco)

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David Lynch & Dirty Dancing


E se Lynch tivesse dirigido Dirty Dancing? Genial.

(Roubei.)



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Os bons companheiros




"Do velho arcaico ao jovem arcaico, e hipnótico, e sifilítico, e mestre de si mesmo e de todos nós, com admiração." Telegrama de Bernardo Bertolucci para Luiz Fernando de Carvalho, após assistir Lavoura Arcaica, em Roma.

"Antonio Banderas é uma fogueira latina com olhos capazes de acionar a puberdade, reverter a menopausa, causar orgasmos em animais de estimação, plantas e eletrodomésticos." Libby Gelman-Waxner, crítica de cinema

"Uma voz extremamente cultivada, com uma pronúncia perfeita. Audrey Hepburn nunca falava alto, e então você tinha que chegar mais perto, ouvir com atenção, e você queria isso." Stanley Donen

"Sean Penn é o maior ator vivo." Marlon Brando

"Marlon Brando foi o maior ator que já viveu." Barbra Streinsand

"Dividimos roupas, maquiagens, cremes, segredos de beleza e confidências. O que mais pode se esperar de um pai?" Liv Tyler sobre seu pai, sobre Steven Tyler, líder do Aerosmisth.

"É claro que você é divertida, você parece um pintinho que acabou de sair do ovo." Elvis Presley para Goldie Hawn

"Faye Dunaway é a última das deusas." Billy Wilder

"Victor [Belfort], a minha vontade erra estar no ringue para sentir o que é ser você lutando". Catherine Zeta-Jones

"Eu queria um homem com alma de criança, um sujeito bom, caloroso, absolutamente capaz de aceitar o extraordinário, o irracional." Steven Spielberg explicando por que escolheu Truffaut para fazer o cientista em ET.

"Eu ri tanto que fiquei doente, realmente tive um ataque cardíaco de tanto rir. Foi uma das coisas mais engraçadas que já vi na minha vida." Orson Welles sobre "O Terror das Mulheres", de Jerry Lewis.


É daqueles atores que deixam tudo grandioso". Woody Allen, sobre John Cusack.

"Bill (Holden) era uma das pessoas que eu mais amei no mundo." Billy Wilder

"Ingmar Bergman, Kurosawa e Buñuel são os três maiores poetas do cinema." Woody Allen

"Sua voz rouca, suspensa, ideal para o duplo sentido, faz até as mais simples observações parecerm apelos de acasalamento na selva." Ernest Hemingway, sobre Lauren Bacall

* Os Bons Companheiros {Goodfellas}. EUA, 1990. De Martin Scorsese. Com Robert De Niro.