Klute
Klute, o passado condena (Klute)
EUA, 1971. De Alan J. Pakula. Com Jane Fonda, Donald Sutherland, Roy Scheider. Oscar de melhor atriz para Jane Fonda.
“Eu queria não ter um rosto nem um corpo. E ficar em paz." Bree Daniel
A história é prejudicada pelo excesso de filmes idênticos que surgiram depois. Detetive particular (Sutherland) procura amigo desaparecido há seis meses, e acredita que seu sumiço pode estar ligado a uma call girl, Bree Daniel (Fonda). Bree é uma garota inteligente que faz análise e gostaria de ser atriz. O prazer de ficar pulando por dinheiro de cama em cama, é a sensação de estar dominando a situação.
O lance mesmo é Jane Fonda, espetacular. E Donald Sutherland é o anti-galã, orelhudo, muito magro, e com cara de bobo. Sua interpretação dá a dimensão exata da apatia e generosidade do personagem. Roy Scheider interpreta um malandro que fatura com suas protegidas.
JANE
Jane Fonda estava em plena fase de contestação, e por isso se interessou em representar uma prostituta bacana para mostrar "o colapso e a decadência americana". Como sua personagem, Jane também recebia telefonemas anônimos e obscenos, por conta do seu comportamento radical e sua ligação com os Panteras Negras.
No início a atriz achou que não era gostosa o suficiente e sugeriu Faye Dunaway. Quando foi convencida a aceitar, freqüentou bares especializados e uma garota de programa de 23 anos era sua assessora para assuntos ligados ao ramo. Como pegar o dinheiro antes e tratar o cliente como uma pessoa sedutora e especial. Dizem que Jane teria participado de experiências em bordéis caríssimos para captar o clima da personagem. Talvez sim, talvez não. Quando interpretou Gloria em seu filme anterior -A Noite dos Desesperados - não ia pra casa depois das filmagens, preferindo dormir no estúdio para não sair do clima.
O figurino de Bree representa o que as mulheres descoladas usavam nos anos 70 e virou moda, principalmente o corte de cabelo da atriz. Bolsa de camurça de franjas, camisetas sem sutiã, maxi e mini-saias com botas ou meia 3/4, cinto com fivelona, gola rolê, coletes e a inesquecível gargantilha.
Como em A Noite dos Desesperados, Barbra Streinsend recusou o papel de protagonista. Mais tarde brincaria dizendo que Jane deve muito à ela.
Klute foi rodado em dois meses e Jane e Donald tiveram um caso durante as filmagens. Décadas depois, o ator seria mais conhecido como o pai de Jack Bauer, o agente federal vivido por Kiefer Sutherland em 24 horas, o seriado que se tornou vício nos Estados Unidos e, claro, aqui.
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Chinatown

Chinatown (Chinatown)
EUA, 1974
De Roman Polanski
Com Jack Nicholson, Faye Dunaway, John Huston
11 indicações para o Oscar. Prêmio de melhor roteiro para Robert Towne. Vários Globos de Ouro.
O nariz de Jack
Em Los Angeles , nos anos 30, o detetive noir Jack Gitten (Nicholson), monossilábico e cínico, especializado em casos de infidelidade conjugal, é procurado por Evelyn Cross (Dunaway), uma misteriosa mulher que desconfia que está sendo traída pelo marido. Durante a investigação Gitter acaba esbarrando em corrupções e chantagens. Mesmo quem não assistiu “Chinatown”, deve conhecer a foto de Jack Nicholson de esparadrapo no nariz, cortado pelo personagem de Polanski, que faz uma ponta no filme.
O diretor pediu para Nicholson dirigir a cena. A televisão inglesa cortou este pedaço do filme, que foi considerado violento demais, provavelmente porque os dois curtiam, afirmando nas entrevistas que o corte tinha sido feito de verdade.
Foi Jack que ligou para o diretor dizendo que tinha lido um roteiro sensacional e gostaria que ele dirigisse. Mas Polanski não queria voltar para Hollywood, traumatizado com o assassinato de sua mulher Sharon Tate, cinco anos antes. Quando finalmente aceitou, o cineasta pensou imediatamente em John Huston e Faye Dunaway para os papéis de pai e filha, embora o produtor Bob Evans preferisse sua mulher Ali Mac Graw. Mas não rolou, porque ela pediu o divórcio para viver com Steve MacQueen. Então convidou Jane Fonda, que recusou o papel. "Estou cheia de viverem me dizendo o quanto Jack Nicholson é bom", teria dito.
Faye tinha fama de temperamental e Evans não queria "aquela louca" no estúdio. Polanski segurou a onda, achando que poderia lidar com ela. Mas a atriz deu o maior show, exigindo ser maquiada após cada tomada, além de constantemente esquecer suas falas, ao contrário de Nicholson, que prontamente decorou seu texto, assim como o de todos os outros atores. De modo que, quando Faye parece hesitante, não se trata de charme ou estilo, mas uma tentativa de se lembrar do script. Nas camisas usadas pelo ator estava escrito o nome de seu persongem, Jack Gittes. Pra ele entrar no clima, já que este detalhe não aparecesse em nenhum momento.
A cena onde Huston pergunta a Nicholson se ele estava dormindo com sua filha soa irônica. Sim, na vida real ele também estava dormindo com Anjelica Huston, que conheceu numa festa durante as filmagens de Chinatown, e que se tornaria sua namorada durante 17 anos.
Nas coisas que li por aí, soube que, originalmente, o filme teria um happy end, mas o diretor exigiu que não. Depois do sucesso de Chinatown, Jack Nicholson dirigiu “A Chave do Enigma”, usando o mesmo personagem -fracasso de crítica e bilheteria.
Depois das filmagens, Polanski se envolveu com uma menor e foi proibido de entrar nos Estados Unidos. A cena em que Evelyn é esbofeteada diversas vezes pelo detetive foi filmada à exaustão, até que a atriz pediu que ele desse tapas de verdade. Ficou ótimo, claro. O roteirista bolou uma trilogia mas acabou não rolando. Peter Bogdanovich não quis dirigir Chinatown e depois se arrependeu.
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Rede de intrigas

“Sua natureza de porco o impede de fazer bons trabalhos. É também o que me faz não querer topar com ele por aí.” Sean Penn, sobre Oliver Stone.
"Chaplin era alarmantemente cruel." Marlon Brando
"Se eu for tão estúpido para ser apanhado trabalhando com você outra vez, saiba que estou na miséria ou então enlouquci." Cary Grant para Michael Curtiz.
"Ela não se interessa por nada nem ninguém em particular. É supersticiosa, desconfiada, e não conhece o significado da amizade. É incapaz de amar. Cecil Beaton, sobre Greta Garbo
"James Dean era baixo, feio, encurvado, com barriguinha e pernas arqueadas. Parecia muito sujo e ficava enfiando o dedo no nariz. Que homenzinho horrível! Ele teve sorte de morrer jovem, e é só por isso que está por aí em todos esses posteres! Se tivesse sobrevivido, ficaria com uma barriga muito maior, estaria usando peruca e, a esta altura, teria morrido de Aids.” Marlene Dietrich
"Em Ladrões de Bicicleta foi a única vez em que devo ter visto Woody derramar uma lágrima, embora seja possível que o terçol estivesse sangrando.” – Mia Farrow sobre seu ex-marido Woody Allen
"Nicolas Cage era um dos puros e bons e se vendeu aos filmes comerciais de Hollywood." Sean Penn
"Billy Wilder é o tipo de diretor com o qual não gosto de trabalhar. Ele é um desses alemães prussianos que andam com o chicote na mão. Só trabalha em conjunto com roteiristas e põe os atores de lado. A mim não disseram sequer uma vez como era o final do filme [Sabrina] e quem ficaria com ela no final.” Humphrey Bogart
"Aquilo é uma vaca." – Orson Welles sobre Joan Collins
"Faye Dunaway é neurótica, irascível, arrogante e megalomaníaca." Roman Polanski
Se eu estivesse interessado em ver ossos, andaria com a chapa radiográfica do meu esqueleto debaixo do braço Darryl F. Zanuck, sobre Audrey Hepburn
"Não tenho qualquer admiração por Warren Beatty, que me parece além do mais uma figura das mais desagradáveis. Para mim ele faz parte, com Marlon Brando e alguns outros, do capítulo ‘Mais vale não filmar do que filmar com tipos como estes.” – François Truffaut
"Gerard Depardieu é um covarde, trapaceiro e negligente. Ele é a única pessoa que mente até para o próprio analista.” – Gillaume Depardieu, sobre seu pai.
"Joan Crawford é uma mulher terrível, tão ordinária, meu querido, tão classe baixa. Ahhhh!" Marlene Dietrich
"Vou adorar 2001, mas só vou vê-lo se for lançada uma versão mais curta. Eu não assisto a nada que me prenda a uma poltrona por mais de duas horas.” Orson welles sobre o filme de Stanley Kubrick.
"Katherine Hepburn tem uma gama de emoções que vai de A a B.” – Dorothy Parker
"O problema de O Iluminado foi que Stanley Kubrick não tinha conhecimento prévio do gênero. Ele queria fazer um filme de horror, e sua idéia inicial era fazer o filme mais assustador de todos os tempos. Ele é um diretor fantástico, eu pensei ‘Beleza, vamos ter de colocar ambulâncias nas portas de todos os cinemas da América, porque um monte de gente vai sofrer ataques cardíacos! É um filme tremendamente interessante mas ao mesmo tempo me parece um grande carro de luxo sem motor”. Stephen King, sobre a adaptação do seu livro
"Ela tem pés grandes.” – Marlene Dietrich sobre Greta Garbo
*Rede de Intrigas [Network). EUA, /1976. Dirigido por Sidney Lumet. Com Peter Finch, William Holden e Faye Dunaway.
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Cidade dos sonhos
"Eu não dirijo os atores. Falo com eles e explico o que a cena representa, qual é o objetivo, e porque eles estão fazendo certas coisas." – Hitchcock
"Escolho atores e atrizes muito bons e depois deixo-os à vontade. Não falo muito com eles. Não os restrinjo. E fazem um ótimo trabalho de que eu recolho os louros. Digo que estejam à vontade. Podem mudar a cena, podem improvisar. Falo com toda a franqueza porque parto do princípio de que sabem que são bons e não estão inseguros." - Woody Allen
"O close é terrivelmente valioso - como um trunfo no bridge." - Billy Wilder

"Nunca improviso. Na minha cartilha está escrito em letras garrafais: improvisar, jamais. Ensaio várias vezes, discuto com o elenco as miudezas de cada personagem, esgoto o tema antes de filmar." Neil Jordan
"Alguns diretores têm um relacionamento afetuoso com seus atores, mas eu jamais consegui trabalhar dessa maneira. Dou toda a assistência que for necessária em termos profissionais." - Billy Wilder
"Minha opinião é que um cineasta não deve explicar o que quis dizer. Sobre coisa nenhuma. Deixe que os fregueses decidam." - Orson Welles
"O meu cinema é a resposta de um camponês de Vitória da Conquista, que ficou louco na infância, vendo filmes produzidos por Hollywood. Para mim “O Dragão da Maldade” é Hollywood e por isso que Antônio das Mortes andou dando mais tiros do que Gary Cooper, John Wayne, Randolph Scott e Errol Flynn juntos." Glauber Rocha
"Em geral, nas filmagens eu altero o roteiro, crio ou elimino cenas, invento novos personagens." - Cacá Diegues
"Pacto de Sangue é o melhor filme de Billy Wilder, é praticamente o melhor filme de todo o mundo."- Woody Allen
"Não há nada que eu não possa fazer no set. Movo uma mesa, arrumo o cabelo de alguém, recolho um pedaço de papel no chão. Tudo faz parte do processo de criação de um filme. Já em casa, não posso fazer uma xícara de café, pois sou muito impaciente para esperar a água ferver.” Frederico Fellini
"Eu não sou uma atriz treinada. Ou sou um desastre, ou um milagre." - Anna Magnani
"Eu dirijo o ator o menos possível. Encorajo-o a ser ele mesmo, sempre. Procuro uma contribuição espiritual, instintiva." - John Huston
"A maior parte das boas coisas no cinema acontece por acidente." - John Ford
“Eu não gosto de filmes. Eu gosto de fazer filmes”. Orson Welles
"Ingmar Bergman usa uma meia azul e outra amarela no primeiro dia de filmagem, mas não é sempre." - Liv Ullman
Chaplin compunha as músicas dos seus filmes dormindo e tinha um gravador junto da cama. Por causa desse dorme-acorda, "recompôs" La Violetera para um dos seus filmes, foi processado e teve que desembolsar uma nota preta.
Billy Wilder dormia com papel e caneta perto da cama para o caso de lhe ocorrer uma grande idéia enquanto sonhava.
Fritz Lang marcava no chão com giz colorido toda a movimentação dos atores no set de filmagem.
Woody Allen faz seus roteiros à mão num bloco amarelo, deitado.
Depois datilografa o texto numa máquina que usa há 20 anos.
Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive). EUA, 2001, Dirigido por David Lynch. Com Naomi Watts e Justin Theroux.
cinema, aspirina e urubus

Cinema, aspirinas e urubus
Brasil, 2005
De Marcelo Gomes. Com Peter Ketnath, João Miguel, Hermila Guedes
O Brasil não merece o Brasil
Road movie no sertão brasileiro. Em 1942, Johann (Ketnath - uia!) é um alemão que vem para o Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial. De caminhão, ele percorre o Nordeste levando a última novidade de seu país, capaz de acabar com todos os males: a aspirina. Carregando um projetor, um telão improvisado e comerciais do remédio -que fascinam os moradores da região - acaba dando carona para Ranulfo (Miguel), um nordestino típico que sonha tentar a vida no Rio de Janeiro.
O pernambucano Marcelo Gomes demorou sete anos para conseguir rodar o filme. Baseado numa história que aconteceu com seu tio-avô Rudolph, "Cinema, aspirinas e urubus" é sobre um Brasil que ignoramos e a amizade que pode surgir entre dois homens completamente diferentes. É interessante e triste observar que a história poderia se passar tranqüilamente nos dias atuais, já que a condição dos brasileiros que vivem na área paupérrima do país continua idêntica. Nunca vi um filme brasileiro com tanto estilo & elegância.
Aplaudidíssimo em Cannes, "Urubus..." é ovacionado por todos os países por onde passa, e não pára de faturar prêmios.
Marcelo Gomes estudou cinema em Bristol, na Inglaterra. Esse é seu primeiro longa, após vários curtas premiados. Foi co-roteirista de "Madame Satã". O cineasta pediu autorização à Bayer para usar o nome do remédio, mas acabou preferindo ter liberdade na hora de contar à história. Seu tio-avô morreu antes de o filme ser concluído. As tomadas foram feitas no sertão da Paraíba, e como no roteiro, os habitantes ficaram fascinado com o cineminha. Excluindo o ator alemão, todo o elenco do filme é nordestino.
Imperdível. Filmaço.
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a noite americana

A Noite americana(La Nuit Américaine)
França / Itália, 1973. Direção de François Truffaut. Com Jacqueline Bisset,
Jean-Pierre Léaud, Valentina Cortese e François Truffaut. Oscar de melhor filme estrangeiro.
"Um filme é como um trem que avança na noite." – Ferrand
Ferrand (Truffaut) é um cineasta que está rodando "Eu lhes apresento Pamela", sobre uma mulher que se apaixona pelo pai de seu marido. Podemos acompanhar o dia-a-dia de uma filmagem, em que são revelados todos os seus truques (a neve, as velas), mostrando a estrela temperamental, as brigas, os imprevistos, os problemas técnicos, a falta de dinheiro, o envolvimento emocional da equipe e tudo o mais que acontece num set.
Jacqueline Bisset - mais linda do que nunca - se sentiu honrada pelo convite e afirmou que aceitaria o papel mesmo que seu personagem tivesse apenas uma fala. Apesar de seu cachê habitual ser maior do que todo o orçamento do filme, a atriz trabalhou por um salário baixo mais participação na bilheteria. Truffaut amava o cinema, nós amamos Truffaut.
Com A Noite Americana, a forte amizade entre Truffaut e Godard foi definitivamente para o ralo. Após ter assistido e odiado o filme, o diretor de Acossado lhe escreveu uma longa carta falando do seu desprezo, acusando-o de "vangloriar o cinema clássico" e compactuar com o sistema. Godard via o cinema como um instrumento de política e denúncia e chegou a ensinar como se faz um coquetel molotov em Vent d 'Este. É dele também a frase "O movimento da câmera é ideológico”. Truffaut respondeu à altura e, numa carta de 20 páginas, disse poucas e boas.
Nunca mais os dois se falaram.
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"Provavelmente ninguém vai chamá-Io de mentiroso, portanto faço-o eu. Não é uma injúria, como seria chamar alguém de fascista, mas uma crítica, e é da falta de crítica que nos deixa filmes como esses - os de Chabrol, Ferreri, Renoir etc. - que eu me queixo. Você diz: os filmes são os grandes trens na noite. Mas quem toma o trem, em qual classe, e quem o conduz tendo ao lado o 'delator' da direção? Todos esses também fazem filmes-trem." (Trecho da carta de Godard para Truffaut)
“Eu li sua carta e a considero nojenta." (Trecho da carta de Truffaut para Godard)
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Cantando na chuva
Cantando na Chuva (Singin' in the Rain)
EUA, 1952. De Gene Kelly e Stanley Donen. Com Gene Kelly, Donald O’Connor, Debbie Reynolds e Jean Hagen.
O filme mais contagiante do cinema, praticamente um antidepressivo. Don (Kelly) e Una (Hagen) são as grandes estrelas do cinema mudo de Hollywood. Com a chegada do cinema falado, resolvem fazer um musical. O problema é que a voz da artista é insuportável e ela acaba sendo dublada por Kathy (Reynolds), uma jovem atriz de teatro por quem Don está apaixonado.
As músicas do filme já estavam prontas e o roteiro foi feito de modo a encaixá-Ias. A chuva artificial, feita de água e leite, fazia a roupa de Gene Kelly encolher e ele teve que mudar de terno várias vezes até que a cena ficasse pronta. Além disso, o ator estava com 40 graus de febre.
O clima no set era pesado entre Gene Kelly e Debbie Reynolds - indicada por Louis B. Mayer, o chefão da Metro. A atriz quis abandonar tudo quando Kelly disse que ela não tinha cacife para ser seu par. Debbie correu para chorar nos ombros certos, os de Fred Astaire, que se comprometeu a ensaiá-Ia. Na época de seu lançamento, Cantando na Chuva passou batido e ficou pouco tempo em cartaz. Somente uns vinte anos depois o filme mereceu uma enxurrada de elogios e a certeza de que se trata do melhor musical de todos os tempos.
Para ter, e ver sempre que rolar uma melancolia.
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